22 julho 2026
Comunicação Social
O Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN) defendeu a manutenção do modelo de classificação digital dos exames nacionais, por considerar que permite transparência, mas ressalvou ser necessário aperfeiçoar o processo corrigindo as falhas ocorridas este ano letivo.
“As falhas ocorridas não decorrem, por si só, da opção pelo formato digital, mas antes de aspetos relacionados com a sua implementação, organização e operacionalização. Esses problemas devem ser rigorosamente analisados, sendo indispensável apurar a sua origem, identificar as responsabilidades e retirar as devidas consequências”, defendeu o sindicato, esta terça-feira
Em comunicado, o SPZN defendeu a manutenção do modelo de classificação digital dos exames nacionais por considerar que a evolução tecnológica, se for “devidamente planeada”, é um instrumento importante para melhorar os processos.
“O SPZN considera que a transparência introduzida pelo processo digital constitui uma mais-valia para o sistema educativo. A transparência não aumenta o número de falhas: aumenta a capacidade de as identificar”, pode ler-se.
Os sindicalistas consideraram que a digitalização deu visibilidade a situações que provavelmente já ocorriam, “mas raramente eram evidenciadas” e que esta é uma oportunidade “para corrigir procedimentos, reforçar mecanismos de controlo e aumentar a confiança de todos os intervenientes”.
“O objetivo não deve ser recuar na modernização do sistema, mas sim aperfeiçoá-lo”, acrescentou o SPZN.
O sindicato defendeu também que seja criado um “Regime de Remuneração da Função de Professor Classificador das Provas e Exames Nacionais”, por considerar que o reconhecimento deste trabalho “não pode limitar-se ao plano simbólico” e deve ter uma remuneração “adequada à exigência, responsabilidade e volume de trabalho”.
“Por último, o SPZN reafirma a preocupação que oportunamente transmitiu publicamente ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação relativamente à necessidade de ser preparado um plano de contingência para responder a um eventual aumento significativo do número de pedidos de reapreciação das provas e exames nacionais”, acrescentam no mesmo comunicado.
Pela primeira vez este ano, os cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas.
As pautas dos exames nacionais começaram a ser afixadas apenas na sexta-feira à noite, mas inicialmente sem todas as classificações, devido a falhas identificadas pelo Júri Nacional de Exames.
As classificações em falta chegaram às escolas durante o fim de semana, mas, na segunda-feira, milhares de alunos ainda viram corrigidas as notas inicialmente atribuídas a Física e Química e a Geografia, por erros na avaliação de itens da prova.
Apesar dos problemas reconhecidos pelo ministro Fernando Alexandre, o Governo manteve os calendários do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que termina a 6 de agosto, bem como os da segunda fase dos exames.
Fonte: CNN
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