18 Junho 2024
Atualidade
Sobre o Plano aprovado pelo atual governo para reduzir o número de alunos sem aulas devido à falta de professores, a Comissão da Juventude do Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN) lamenta que não tenham sido criadas mais medidas de forma a atrair os mais jovens a enveredarem pela profissão docente.
Portugal é o país da União Europeia (UE) com a classe docente mais envelhecida, com uma média de idades que se situa nos 50 anos. As condições de trabalho, a progressão na carreira e salarial, os níveis de stress reportados pelos professores, a falta de estabilidade, a carga burocrática, a falta de tempo para a família, a falta de apoios aos docentes que se vêm obrigados a fazer grandes deslocações (da sua área de residência para a escola de colocação) são fatores que levam a que a profissão se torne pouco atrativa.
Sabemos que o atual panorama exige medidas urgentes, no entanto, o Ministério da Educação terá que começar a pensar num plano a médio e longo prazo para que esta problemática da falta de professores seja minimizada e possamos, de forma sustentável, voltar a ter uma classe docente mais jovem, rejuvenescida, capaz de enfrentar os novos desafios da educação e permitir o sucesso escolar dos alunos.
Consideramos algumas medidas positivas, entre elas, a atribuição de 2000 bolsas/ano para alunos que ingressem em Licenciaturas e Mestrados em Ciências da Educação/Ensino, a campanha de sensibilização para potenciar o regresso de docentes à profissão e o reforço de técnicos superiores para apoio administrativo às direções de turma, com a colocação de mais 140 técnicos nas escolas sinalizadas, a partir de setembro de 2024.
Congratulamo-nos, por isso, com a preocupação que o Ministério da Educação revelou pelo problema. Porém, alterações mais profundas terão que ser implementadas, uma vez que os professores são o garante de uma sociedade mais justa, mais desenvolvida, mais igual e mais democrática. Tal não se refletiu, contudo, nas sucessivas opções políticas dos últimos anos, que não valorizaram essas garantias ao permitirem que o papel do professor tenha sido insistentemente desvalorizado, tanto em termos sociais como materiais, o que provocou o abandono de docentes da profissão e a insuficiência de alunos a enveredarem pelos cursos via ensino.
Na verdade, ser professor é uma das funções mais bonitas do mundo, que permite ver e ajudar as crianças a crescer, mas é, seguramente, uma das mais difíceis e que mais respeito e apoio deveria merecer. Do seu trabalho depende o nosso futuro, pois tudo passa pela educação e pela escola.
De realçar que os sistemas educativos com melhores resultados são, justamente, os sistemas em que os professores são mais valorizados, apoiados e reconhecidos. Queiramos o mesmo para o nosso país!
Comissão da Juventude SPZN
18 de junho de 2024
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