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FNE dirige Carta Aberta ao Ministro da Educação e pede decisões concretas para 2026/2027


2 setembro 2026

Notícias FNE

FNE dirige Carta Aberta ao Ministro da Educação e pede decisões concretas para 2026/2027
Federação considera que os principais problemas da Educação estão identificados e defende que o novo ano letivo deve marcar a passagem dos diagnósticos às decisões.

No início de mais um ano letivo, a Federação Nacional da Educação (FNE) dirige uma Carta Aberta ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação, na qual defende que 2026/2027 deve ser um ano de decisões concretas sobre problemas que há muito estão identificados.

Para a FNE, Portugal não tem um problema de diagnóstico na Educação, mas um problema de decisão. A falta de professores e de outros profissionais, o envelhecimento do corpo docente, a perda de atratividade da profissão, a sobrecarga de trabalho, o excesso de burocracia, a indisciplina e a violência, bem como a necessidade de valorização das carreiras e das remunerações, são realidades suficientemente conhecidas e que exigem respostas efetivas.

Os resultados da Consulta Nacional realizada pela FNE e pela AFIET no final do último ano letivo reforçam esta necessidade. 95,3% dos professores afirmam gostar da profissão, mas 71% dizem que não incentivariam um jovem a escolher a carreira docente. Além disso, 72% consideram a carreira pouco atrativa, 91,1% entendem que a remuneração não está ao nível das qualificações e competências exigidas e 98,5% manifestam preocupação com o excesso de trabalho e a carga burocrática.

Na Carta Aberta, a FNE defende que responder à falta de professores não pode significar apenas encontrar novas formas de preencher horários. É necessário atuar sobre as causas do problema, tornando a profissão novamente atrativa, com remunerações competitivas, progressão profissional justa, estabilidade, redução da burocracia, horários que reconheçam a verdadeira dimensão do trabalho docente e medidas efetivas de fixação dos profissionais. A Federação reclama igualmente respostas para a indisciplina e a violência e a valorização dos restantes trabalhadores indispensáveis ao funcionamento das escolas.

A FNE reconhece que estas opções implicam investimento, mas considera que a questão essencial é outra: quanto custa ao país continuar a não investir na Educação? Alunos sem professores, profissionais que abandonam a profissão, escolas com recursos insuficientes e o agravamento das desigualdades educativas terão consequências muito superiores para o futuro do nosso país.

Não esperamos que num único ano sejam resolvidos problemas acumulados durante décadas. Contudo, exigimos que 2026/2027 seja o ano em que se comece verdadeiramente a passar dos diagnósticos às decisões, dos anúncios às concretizações e das palavras à valorização efetiva de quem todos os dias faz a Educação acontecer.

Porto, 2 de setembro de 2026
O Secretariado Nacional da FNE



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